domingo, 4 de setembro de 2011

BRASIL: AS DUAS FACES DA MOEDA


Recentemente venho conhecendo um Brasil que, sinceramente eu não gostaria de conhecer, e muito menos que existisse. Embora a mídia trate alguns problemas como se fossem secundários, como por exemplo, vangloriar as belezas da “Cidade Maravilhosa”, deixando de lado a violência e o completo mau cheiro causado pela falta de saneamento básico que em muitos casos não distingue classe social. O Brasil que tanto busca destaque no exterior como país do presente e do desenvolvimento sustentável, pode começar a “fazer por merecer” isso, mas o caminho a percorrer ainda é longo demais, pois existem inúmeros pontos cruciais a serem corrigidos para que um dia o mundo nos considere assim, e não nós nos denominemos desse modo.
O Brasil consegue ter ao mesmo tempo duas visões distintas de um desenvolvimento que é totalmente desequilibrado, onde regiões se desenvolvem com qualidade de vida beirando a excelente e outras além de não se desenvolver, ficam a mercê de hospitais sem médicos e de locais onde o esgoto fica em contato direto com a população.
A criminalidade anda lado a lado com a população em muitos lugares do Brasil, um exemplo disso são as milícias no RJ, que controlam praticamente todo o comércio que está no entorno da área controlada pela mesma. As vãs que fazem o transporte clandestino de passageiros, os comerciantes que devem pagar as taxas de segurança aos milicianos, as residências que fazem o pagamento mensal de uma quantia que fica em torno de R$ 15,00 em troca de segurança (residência que paga tem a marca verde no portão, e que não paga tem a marca vermelha, esta marca significa a autorização para assaltantes) são meios de extorsão muito usados pelas milícias, porém o pior é que a população se acostumou e acaba por achar que a presença dessa bandidagem é de certa forma positiva.
Isso me faz pensar cada vez mais que a “Cidade Maravilhosa” não é aquela que tem belezas sem comparação, mas sim aquela em que as pessoas possam andar livremente pela rua sem medo, e sequer se preocupar em dormir com a janela fechada à noite.
Ao conhecer um pouco mais desse imenso Brasil, acredito que muitas coisas devem mudar para que o Brasil seja realmente um país homogêneo em qualidade de vida e desenvolvimento, e essa mudança deve partir em parte do governo e principalmente do povo brasileiro, pois de nada adianta as ações virem de cima e a população não ter a vontade de mudança que as modificações necessitam ter para serem bem sucedidas.      

segunda-feira, 18 de julho de 2011

OBRAS, OBRAS E MAIS OBRAS


Ao longo dos últimos anos a UFSM vem se transformando definitivamente em um canteiro de obras, fato este que vem se intensificando a cada dia através de investimentos governamentais. Esses investimentos chegam em boa hora, afinal nunca é tarde para passar a investir mais em educação. Os reflexos da economia crescendo obrigaram o poder público a “fornecer” a mão-de-obra capacitada que em muitas áreas já está escassa, e a maneira mais rápida, simples e eficiente encontrada foi o aumento do número de vagas nas universidades federais.
Embora o aumento do número de vagas em universidades federais seja essencial, somente isso não basta, pois as escolas de educação básica e nível médio deveriam estar inseridos nesse canteiro de obras, e nessa “obra” devem estar incluídos melhores salários, bem como melhores condições de trabalho aos professores e funcionários.
É vergonhoso, pois no Brasil as obras somente saem do papel já atrasadas ou para conter emergências oriundas de problemas que poderiam ser resolvidos anteriormente com outras ações. Um exemplo claro disso são as obras nos aeroportos, que deveriam ser modernizados a vários anos para melhorar o atendimento ao povo brasileiro, mas precisou ser confirmada a vinda da copa do mundo 2014 para que fosse iniciada uma operação de ampliação e modernização dos aeroportos, no entanto já se tem forte indício de que por atraso no início das obras, existem aeroportos que não estarão prontos até a copa.
O Brasil carece muito de infra-estrutura, e infelizmente para que essa infra-estrutura saia do papel é necessária a vinda de uma copa do mundo e de uma olimpíada ao Brasil, isso demonstra o descaso com o povo brasileiro, pois estamos modernizando o Brasil para apresentar uma boa impressão para os visitantes e não para melhorar a qualidade de vida do povo.
Espero que esse canteiro de obras perdure por um longo tempo, pois a infra-estrutura é um dos pilares que devem ser reforçados para que o Brasil apresente todo seu potencial econômico e social.

domingo, 10 de abril de 2011

A AGRICULTURA E OS GASES DE EFEITO ESTUFA




Atualmente a agricultura está sofrendo algumas críticas que não cabem apenas a ela resolver, como é o caso da emissão dos gases do efeito estufa que tanto agridem o planeta.  Muitas pessoas tratam esse problema como sendo somente agrícola, embora buscar maneiras de reduzir as emissões desses gases seja obrigação de todos.
Na agricultura temos um enorme potencial de abrigar esse carbono que está na atmosfera, é verdade que ainda temos muito a fazer, porém estamos em constante evolução, um exemplo é o Sistema de Plantio Direto (SPD), que se utilizado adequadamente promove uma decomposição mais lenta dos resíduos culturais, elevando assim a quantidade de carbono retirada da atmosfera e armazenada no solo, outro benefício é a melhora tanto física quanto química da qualidade do solo que certamente promoverá um aumento na produtividade das culturas, sendo que esse aumento de produtividade é o que mais interessa ao agricultor.
É necessário salientar que as florestas já estabelecidas estão em equilíbrio em relação ao carbono, ou seja, as florestas não têm a capacidade de armazenar mais carbono a cada dia, diferentemente dos solos agrícolas que ainda tem muita capacidade de armazenamento.
Uma das alternativas que todos devem tomar para tornar o mundo mais sustentável a  longo prazo é a larga utilização de energias renováveis, como é o caso do biodiesel que vem sendo muito utilizado atualmente. De tudo que é dito na mídia sobre o efeito estufa, sem dúvida o mais importante é que todos devem fazer a sua parte por menor que seja.