domingo, 30 de junho de 2013

R$ 0,20

          Como já dizia o cientista Lavoisier há mais de 200 anos atrás, “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Pouco tempo após a conturbada e violenta “primavera árabe”, finalmente chegou a vez do Brasil passar por uma transformação, que por sinal, vinhamos esperando faz tempo. Pois é, vinhamos “esperando”, e foi justamente quando cansamos de esperar que as mudanças começaram a aparecer.
R$ 0,20 foi o “tamanho da gota d’água que fez a paciência do povo brasileiro transbordar”, levando milhões de pessoas (em sua maioria, estudantes) às ruas de todo o Brasil para protestar. O foco inicial das manifestações foi o transporte público, que é de baixa qualidade e preço elevado quando comparado a outros países. No entanto, no decorrer das manifestações, cada manifestante expressou sua indignação da maneira que julgou necessário, tornando a pressão popular ainda mais forte.
A população brasileira cansou de “sustentar” a corrupção que se tornou crônica no Brasil, R$1,029 trilhão foi o valor recolhido em tributos federais no ano de 2012, essa carga tributária é considerada muito elevada, visto que passamos cerca de 5 meses trabalhando apenas para pagar impostos. A carga tributária elevada nos faz pensar que, em teoria, os serviços públicos poderiam ser de alta qualidade, mas como todos sabemos, a prática não confirma isso, fica então a pergunta, para onde foi todo esse dinheiro? Sim, se você pensou em corrupção, você está certo. Segundo dados da ONU, foram desviados mais de R$200 Bilhões no Brasil em 2012.
A ineficiência dos serviços públicos (saúde, educação...), a corrupção e os gastos exorbitantes com a copa 2014 foram os focos principais dos protestos que, de forma vergonhosa, foram noticiados erroneamente por grande parte da mídia brasileira como violentos, fazendo com que parte da população fosse contrária aos protestos, reduzindo a pressão popular e atendendo assim, seus interesses. O vandalismo noticiado pela mídia de fato ocorreu, mas trata-se de uma minoria radical e de marginais que se aproveitam da situação, e que de maneira nenhuma representam a massa que protesta de forma pacífica e ordeira.
E se mesmo assim, se ainda estiveres acreditando que se  trata de uma bagunça, segue parte de um discurso do senador Cristóvam Buarque: “Fala-se em violência dessa meninada lá fora, gente, violência é aquilo contra o que eles lutam, violência é o transporte público do Brasil, que deixa o pai de família, a mãe de família uma hora esperando o ônibus, três horas no trajeto pra casa todos os dias, isso é que é violência, violência é uma escola onde uma criança não tem uma cadeira pra sentar, ou uma cadeira desconfortável, e estuda num quadro negro que já ninguém aceita mais hoje, violência é uma mãe com uma criança no colo numa fila pra ser atendida porque a criança está doente, isso que é violência. Nós não temos jovens violentos, nós temos um sistema violento!”
Certamente estamos passando por uma transformação da política no Brasil, que embora não seja simples e rápida, tende a trazer enormes benefícios para a população brasileira ao longo dos anos. O repentino vigor dos políticos da esfera federal em votar projetos importantes em regime de urgência deve nos incentivar ainda mais, pois se agora há vontade política em resolver os problemas, porque antes não havia?
Ainda há muito a conseguir, e para que isso aconteça, devemos filtrar as informações da mídia, exigir melhorias públicas e principalmente, não esquecer de fazer a sua parte, por menor que for.  

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

TRANSPOSIÇÃO DO VELHO CHICO


A água é um bem essencial para a vida de todo ser vivo, e não deve ser negada em hipótese alguma. No entanto, a região nordeste do Brasil (que naturalmente sofre de falta de chuva em grande parte do ano) sofre atualmente de uma seca diferente, que infelizmente é muito pior do que a seca que assola parte dos nordestinos ao longo dos anos, é a chamada "seca da ineficiência".
A transposição do Rio São Francisco (Velho Chico) chegou para solucionar os problemas de milhões de pessoas, que diretamente ou indiretamente proporcionaria melhorias substanciais na qualidade de vida destas pessoas. Pois é, proporcionaria. O fato é que como de costume no Brasil, a obra encontrou forte resistência, vale ressaltar a “atuação de cinema” do padre que fez greve de fome em forma de protesto para evitar o desvio de 1% das águas do rio, que tem por sinônimo a esperança desse povo tão sofrido. Para muitos, a sobrevivência, para outros, a ilusão da morte de um rio.
Vale ressaltar que o projeto prevê o reflorestamento de suas margens como forma de reduzir os impactos da transposição. No papel, o projeto se mostra de suma importância e excelente qualidade. Mas como o Brasil apresenta “sintomas” que custam a desaparecer, as obras parecem andar a passos lentos, ou até mesmo em muitos casos, não andar.
É muito triste saber que tanta gente depende de uma obra dessa magnitude para manter sua esperança em permanecer no meio onde vive (ou sobrevive), pois milhões de reses (cabeças de gado) morreram nos últimos anos devido a seca na região. Aliada a seca, as irregularidades nas obras da transposição já correspondem a R$735 milhões, sendo que a mesma se encontra atrasada, e com apenas cerca de 45% da obra concluída. Infelizmente, parece que a tendência ao roubo está no sangue do brasileiro, já que a ganância de alguns é demonstrada até mesmo numa situação que requer pressa e eficiência para reduzir o sofrimento desse povo que tanto sofre.
  Em meio a tantas obras que estão em andamento no Brasil, a transposição do Rio São Francisco perdeu o foco da mídia brasileira. Nesse momento em que a mídia "seria útil" para denunciar e pressionar o poder público para que tome alguma atitude urgente, a mesma se "esconde", pois não vê interesse algum nisso. Nos resta pressionar e aguardar que essa situação se resolva o mais breve possível, para que esse povo tenha uma elevação na qualidade de vida e que esse chão possa fornecer alimentos e gerar emprego e renda para que a região se desenvolva dignamente.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A ENERGIA QUE IRÁ MOVER O BRASIL


Recentemente o Brasil passou (e ainda passa) por uma discussão que não tem previsão de acabar tão cedo. Se trata da construção da hidrelétrica de Belo Monte, que alguns afirmam ser um belo monte de merda, já outros (inclusive eu), vêem nesse empreendimento a possibilidade de proporcionar ao povo brasileiro uma qualidade de vida melhor. O fato é que energia não é item de sobra no Brasil, e necessitamos da energia que proverá desse usina para crescer, desenvolver, reduzir a taxa de desemprego, elevar a renda da população em geral. Muito se fala em proteção ambiental, e devemos preservar sim. No entanto, temos que colocar o custo de um lado e o benefício (e nesse caso a necessidade), do outro lado da balança. Sabemos que a área a ser alagada já é alagada no período de cheia, e que parte da área a ser alagada já foi desmatada, ou seja, não será desmatada tanto quanto alguns divulgam com tanta veemência na mídia brasileira (e mundial).
Outro fato que merece atenção especial é a quantidade de ONG's destinadas a "proteger" os índios na região amazônica, o fato estranho é que essas ONG's (que chegam a ser milhares) estavam (e estão) na amazônia brasileira exercendo forte pressão para que essa usina não fosse sair do papel. Quando o Estado está presente na amazônia (nesse caso, pela hidrelétrica), o poder paralelo tem seu poder ameaçado. Muitas tribos indígenas estão tendo a língua inglesa como língua predominante na tribo, isso através de ONG's que se dizem protetoras dos mesmos, mas que em muitos casos, somente estão aqui de fachada para que pesquisadores possam vir aqui pesquisar e retirar os benefícios de se ter uma imensa floresta em seu território, em forma de patentes e outros meios que nem conhecidos são por aqui.
Essa pressão exercida por essas ONG's manipula grande parte do povo brasileiro, que infelizmente não busca informação, muito menos se questiona sobre em que realmente deve acreditar. E mais, se "cega" quando vê "sua artista favorita" criticando a obra, insinuando que vai mostrar os seios na internet pra chamar atenção sobre os impactos da mesma, até mesmo com apelos totalmente infundados sobre os dados referentes ao projeto.
O custo da obra é questionável, afinal, existe alguma obra pública no Brasil que não é questionável nesse quesito??? Atualmente estamos utilizando muita energia proveniente de usinas termelétricas, causando um alto impacto ambiental, as necessidades brasileiras em energia tendem a aumentar conforme o crescimento econômico do país. Portanto, no momento temos que investir em hidrelétricas e também em energias alternativas (como biomassa, solar e eólica) que pelo alto custo de produção, ainda precisam ter seu custo reduzido para serem utilizados em larga escala.

domingo, 4 de setembro de 2011

BRASIL: AS DUAS FACES DA MOEDA


Recentemente venho conhecendo um Brasil que, sinceramente eu não gostaria de conhecer, e muito menos que existisse. Embora a mídia trate alguns problemas como se fossem secundários, como por exemplo, vangloriar as belezas da “Cidade Maravilhosa”, deixando de lado a violência e o completo mau cheiro causado pela falta de saneamento básico que em muitos casos não distingue classe social. O Brasil que tanto busca destaque no exterior como país do presente e do desenvolvimento sustentável, pode começar a “fazer por merecer” isso, mas o caminho a percorrer ainda é longo demais, pois existem inúmeros pontos cruciais a serem corrigidos para que um dia o mundo nos considere assim, e não nós nos denominemos desse modo.
O Brasil consegue ter ao mesmo tempo duas visões distintas de um desenvolvimento que é totalmente desequilibrado, onde regiões se desenvolvem com qualidade de vida beirando a excelente e outras além de não se desenvolver, ficam a mercê de hospitais sem médicos e de locais onde o esgoto fica em contato direto com a população.
A criminalidade anda lado a lado com a população em muitos lugares do Brasil, um exemplo disso são as milícias no RJ, que controlam praticamente todo o comércio que está no entorno da área controlada pela mesma. As vãs que fazem o transporte clandestino de passageiros, os comerciantes que devem pagar as taxas de segurança aos milicianos, as residências que fazem o pagamento mensal de uma quantia que fica em torno de R$ 15,00 em troca de segurança (residência que paga tem a marca verde no portão, e que não paga tem a marca vermelha, esta marca significa a autorização para assaltantes) são meios de extorsão muito usados pelas milícias, porém o pior é que a população se acostumou e acaba por achar que a presença dessa bandidagem é de certa forma positiva.
Isso me faz pensar cada vez mais que a “Cidade Maravilhosa” não é aquela que tem belezas sem comparação, mas sim aquela em que as pessoas possam andar livremente pela rua sem medo, e sequer se preocupar em dormir com a janela fechada à noite.
Ao conhecer um pouco mais desse imenso Brasil, acredito que muitas coisas devem mudar para que o Brasil seja realmente um país homogêneo em qualidade de vida e desenvolvimento, e essa mudança deve partir em parte do governo e principalmente do povo brasileiro, pois de nada adianta as ações virem de cima e a população não ter a vontade de mudança que as modificações necessitam ter para serem bem sucedidas.      

segunda-feira, 18 de julho de 2011

OBRAS, OBRAS E MAIS OBRAS


Ao longo dos últimos anos a UFSM vem se transformando definitivamente em um canteiro de obras, fato este que vem se intensificando a cada dia através de investimentos governamentais. Esses investimentos chegam em boa hora, afinal nunca é tarde para passar a investir mais em educação. Os reflexos da economia crescendo obrigaram o poder público a “fornecer” a mão-de-obra capacitada que em muitas áreas já está escassa, e a maneira mais rápida, simples e eficiente encontrada foi o aumento do número de vagas nas universidades federais.
Embora o aumento do número de vagas em universidades federais seja essencial, somente isso não basta, pois as escolas de educação básica e nível médio deveriam estar inseridos nesse canteiro de obras, e nessa “obra” devem estar incluídos melhores salários, bem como melhores condições de trabalho aos professores e funcionários.
É vergonhoso, pois no Brasil as obras somente saem do papel já atrasadas ou para conter emergências oriundas de problemas que poderiam ser resolvidos anteriormente com outras ações. Um exemplo claro disso são as obras nos aeroportos, que deveriam ser modernizados a vários anos para melhorar o atendimento ao povo brasileiro, mas precisou ser confirmada a vinda da copa do mundo 2014 para que fosse iniciada uma operação de ampliação e modernização dos aeroportos, no entanto já se tem forte indício de que por atraso no início das obras, existem aeroportos que não estarão prontos até a copa.
O Brasil carece muito de infra-estrutura, e infelizmente para que essa infra-estrutura saia do papel é necessária a vinda de uma copa do mundo e de uma olimpíada ao Brasil, isso demonstra o descaso com o povo brasileiro, pois estamos modernizando o Brasil para apresentar uma boa impressão para os visitantes e não para melhorar a qualidade de vida do povo.
Espero que esse canteiro de obras perdure por um longo tempo, pois a infra-estrutura é um dos pilares que devem ser reforçados para que o Brasil apresente todo seu potencial econômico e social.

domingo, 10 de abril de 2011

A AGRICULTURA E OS GASES DE EFEITO ESTUFA




Atualmente a agricultura está sofrendo algumas críticas que não cabem apenas a ela resolver, como é o caso da emissão dos gases do efeito estufa que tanto agridem o planeta.  Muitas pessoas tratam esse problema como sendo somente agrícola, embora buscar maneiras de reduzir as emissões desses gases seja obrigação de todos.
Na agricultura temos um enorme potencial de abrigar esse carbono que está na atmosfera, é verdade que ainda temos muito a fazer, porém estamos em constante evolução, um exemplo é o Sistema de Plantio Direto (SPD), que se utilizado adequadamente promove uma decomposição mais lenta dos resíduos culturais, elevando assim a quantidade de carbono retirada da atmosfera e armazenada no solo, outro benefício é a melhora tanto física quanto química da qualidade do solo que certamente promoverá um aumento na produtividade das culturas, sendo que esse aumento de produtividade é o que mais interessa ao agricultor.
É necessário salientar que as florestas já estabelecidas estão em equilíbrio em relação ao carbono, ou seja, as florestas não têm a capacidade de armazenar mais carbono a cada dia, diferentemente dos solos agrícolas que ainda tem muita capacidade de armazenamento.
Uma das alternativas que todos devem tomar para tornar o mundo mais sustentável a  longo prazo é a larga utilização de energias renováveis, como é o caso do biodiesel que vem sendo muito utilizado atualmente. De tudo que é dito na mídia sobre o efeito estufa, sem dúvida o mais importante é que todos devem fazer a sua parte por menor que seja.