quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

TRANSPOSIÇÃO DO VELHO CHICO


A água é um bem essencial para a vida de todo ser vivo, e não deve ser negada em hipótese alguma. No entanto, a região nordeste do Brasil (que naturalmente sofre de falta de chuva em grande parte do ano) sofre atualmente de uma seca diferente, que infelizmente é muito pior do que a seca que assola parte dos nordestinos ao longo dos anos, é a chamada "seca da ineficiência".
A transposição do Rio São Francisco (Velho Chico) chegou para solucionar os problemas de milhões de pessoas, que diretamente ou indiretamente proporcionaria melhorias substanciais na qualidade de vida destas pessoas. Pois é, proporcionaria. O fato é que como de costume no Brasil, a obra encontrou forte resistência, vale ressaltar a “atuação de cinema” do padre que fez greve de fome em forma de protesto para evitar o desvio de 1% das águas do rio, que tem por sinônimo a esperança desse povo tão sofrido. Para muitos, a sobrevivência, para outros, a ilusão da morte de um rio.
Vale ressaltar que o projeto prevê o reflorestamento de suas margens como forma de reduzir os impactos da transposição. No papel, o projeto se mostra de suma importância e excelente qualidade. Mas como o Brasil apresenta “sintomas” que custam a desaparecer, as obras parecem andar a passos lentos, ou até mesmo em muitos casos, não andar.
É muito triste saber que tanta gente depende de uma obra dessa magnitude para manter sua esperança em permanecer no meio onde vive (ou sobrevive), pois milhões de reses (cabeças de gado) morreram nos últimos anos devido a seca na região. Aliada a seca, as irregularidades nas obras da transposição já correspondem a R$735 milhões, sendo que a mesma se encontra atrasada, e com apenas cerca de 45% da obra concluída. Infelizmente, parece que a tendência ao roubo está no sangue do brasileiro, já que a ganância de alguns é demonstrada até mesmo numa situação que requer pressa e eficiência para reduzir o sofrimento desse povo que tanto sofre.
  Em meio a tantas obras que estão em andamento no Brasil, a transposição do Rio São Francisco perdeu o foco da mídia brasileira. Nesse momento em que a mídia "seria útil" para denunciar e pressionar o poder público para que tome alguma atitude urgente, a mesma se "esconde", pois não vê interesse algum nisso. Nos resta pressionar e aguardar que essa situação se resolva o mais breve possível, para que esse povo tenha uma elevação na qualidade de vida e que esse chão possa fornecer alimentos e gerar emprego e renda para que a região se desenvolva dignamente.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A ENERGIA QUE IRÁ MOVER O BRASIL


Recentemente o Brasil passou (e ainda passa) por uma discussão que não tem previsão de acabar tão cedo. Se trata da construção da hidrelétrica de Belo Monte, que alguns afirmam ser um belo monte de merda, já outros (inclusive eu), vêem nesse empreendimento a possibilidade de proporcionar ao povo brasileiro uma qualidade de vida melhor. O fato é que energia não é item de sobra no Brasil, e necessitamos da energia que proverá desse usina para crescer, desenvolver, reduzir a taxa de desemprego, elevar a renda da população em geral. Muito se fala em proteção ambiental, e devemos preservar sim. No entanto, temos que colocar o custo de um lado e o benefício (e nesse caso a necessidade), do outro lado da balança. Sabemos que a área a ser alagada já é alagada no período de cheia, e que parte da área a ser alagada já foi desmatada, ou seja, não será desmatada tanto quanto alguns divulgam com tanta veemência na mídia brasileira (e mundial).
Outro fato que merece atenção especial é a quantidade de ONG's destinadas a "proteger" os índios na região amazônica, o fato estranho é que essas ONG's (que chegam a ser milhares) estavam (e estão) na amazônia brasileira exercendo forte pressão para que essa usina não fosse sair do papel. Quando o Estado está presente na amazônia (nesse caso, pela hidrelétrica), o poder paralelo tem seu poder ameaçado. Muitas tribos indígenas estão tendo a língua inglesa como língua predominante na tribo, isso através de ONG's que se dizem protetoras dos mesmos, mas que em muitos casos, somente estão aqui de fachada para que pesquisadores possam vir aqui pesquisar e retirar os benefícios de se ter uma imensa floresta em seu território, em forma de patentes e outros meios que nem conhecidos são por aqui.
Essa pressão exercida por essas ONG's manipula grande parte do povo brasileiro, que infelizmente não busca informação, muito menos se questiona sobre em que realmente deve acreditar. E mais, se "cega" quando vê "sua artista favorita" criticando a obra, insinuando que vai mostrar os seios na internet pra chamar atenção sobre os impactos da mesma, até mesmo com apelos totalmente infundados sobre os dados referentes ao projeto.
O custo da obra é questionável, afinal, existe alguma obra pública no Brasil que não é questionável nesse quesito??? Atualmente estamos utilizando muita energia proveniente de usinas termelétricas, causando um alto impacto ambiental, as necessidades brasileiras em energia tendem a aumentar conforme o crescimento econômico do país. Portanto, no momento temos que investir em hidrelétricas e também em energias alternativas (como biomassa, solar e eólica) que pelo alto custo de produção, ainda precisam ter seu custo reduzido para serem utilizados em larga escala.